projeto executivo de arquitetura

O que é e como fazer um projeto executivo de arquitetura?

A etapa mais importante de um projeto, se considerarmos o impacto do nosso trabalho na sociedade, é sem dúvida o projeto executivo de arquitetura. É nele que toda a contextualização histórica, todo o trabalho de pesquisa e levantamento de dados, todo ordenamento e solução dos problemas do cliente, toda a solução estética geral, culminam.

Esta etapa pode colocar tudo a perder se não representar de forma clara e sucinta tudo o que os construtores, fornecedores e clientes precisam entender.

Por isso, vamos te ajudar a construir um projeto arquitetônico executivo impecável, que irá garantir o sucesso da sua carreira.

O que é projeto executivo?

A lei 8.666 de 1993 define que toda obra precisa ter um projeto, que se divide em projeto básico e executivo.

O projeto básico reúne os elementos que definem a obra. Seu objetivo é mostrar com precisão as características básicas do empreendimento. É basicamente a fase que define as etapas, elementos e serviços que constituirão a obra.

Ela é caracterizada por estudos preliminares, anteprojeto, estudos de viabilidade técnica e econômica, entre outros. São realizados trabalhos como levantamento topográfico, sondagem, projeto de fundações, projetos de instalações elétrica e hidráulica e assim por diante.

Já o projeto executivo de arquitetura detalha e se aprofunda mais nos elementos da obra. De acordo com o Manual de Obras Públicas, o projeto executivo é “o conjunto de informações técnicas necessárias e suficientes para a realização do empreendimento, contendo de forma clara, precisa e completa todas as indicações e detalhes construtivos para a perfeita instalação, montagem e execução dos serviços e obras objeto do contrato.”

Ou seja, não é construído um novo projeto, mas é realizado o detalhamento das etapas constituintes do projeto básico. Em sua construção, ele precisa seguir as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Se não seguir esse modelo, ele pode perder a sua validade e será mais difícil obter os alvarás e licenças para o início da obra.

O projeto arquitetônico executivo ainda deve conter um relatório técnico com a revisão e complementação do memorial descritivo e do memorial de cálculo. Isso evitará surpresas e erros estruturais durante a execução da obra.

A confecção de um projeto executivo de arquitetura bem detalhado irá garantir a produtividade durante a execução da obra. Como todas as decisões relativas à construção estão claras e explícitas no projeto, os funcionários não irão precisar parar para tirar dúvidas ou corrigir problemas.

Como fazer um projeto executivo de arquitetura

Se você quer ser um arquiteto de sucesso e reconhecido no mercado, precisa saber fazer um projeto executivo de arquitetura impecável. É esse material que irá revelar a qualidade do seu trabalho.

Veja os elementos e detalhamento do projeto executivo:

  • Plantas e desenhos detalhados;
  • Elevações;
  • Cortes;
  • Cálculos estruturais;
  • Especificações técnicas;
  • Especificações de execução;
  • Tabelas de áreas;
  • Quantitativo de materiais e equipamentos;
  • Planilhas de orçamento;
  • Preços negociados.

Em cada um dos desenhos que serão inseridos no projeto arquitetônico executivo é preciso constar o norte magnético, as cotas horizontais, as indicações de mudança de nível, de caimento de telhado e outras recomendações sobre a construção.

O projeto executivo de arquitetura deve ter as seguintes escalas:

  • Igual ou superior à escala 1/100 – para a representação da edificação e o local onde a mesma será inserida;
  • Menos que 1/100 – para ampliações setoriais.

Para facilitar a construção do projeto arquitetônico executivo, o ideal é seguir um checklist. Assim, nada fica de fora ou passa despercebido. Veja um exemplo abaixo:

  • Quadro de materiais de acabamento;
  • Quadro geral das áreas;
  • Maquete detalhada;
  • Orçamento do projeto;
  • Elaboração de As Built;
  • Planta de Localização e Situação;
  • Planta Baixa de Layout;
  • Planta Esquema Sistemas Hidráulico e Elétrico;
  • Planta de Forro;
  • Planta de Acabamentos e Isolamentos;
  • Planta de Paginação de Piso;
  • Planta de Decoração;
  • Planta de Paisagismo e Pavimentação Externa;
  • Elevações;
  • Cortes longitudinais, transversais e seções parciais;
  • Quadro geral de áreas.

Esse checklist serve tanto para projetos maiores quanto para projeto executivo residencial.

Otimizando a elaboração do projeto

Há uma lista de documentos e desenhos que integram a definição de projeto executivo de arquitetura na NBR 13532/1995, mas é muito importante estar atento às circunstâncias para flexibilizar os padrões de representação, mudar a quantidade de cada tipo de material entregue ou elaborar formas inovadoras de traduzir o estudo preliminar aprovado em material compreensível de acordo com o grau de conhecimento de cada parte envolvida na obra.

Podemos exemplificar essa situação da seguinte forma: um escritório atende ao padrão da norma ao fazer um detalhe de escada, com planta, cortes, vistas, ampliações, etc. Porém toda a burocracia padrão, em certos casos, pode ser resolvida com uma reunião de 15 minutos em torno de um modelo 3D virtual refinado que já havia sido construído etapas antes. É necessário apenas de alguns ajustes para que possam ser extraídos todos os desenhos do mesmo.

Como tempo é dinheiro e tempo economizado em desenho significa mais tempo dedicado à solução de problemas ou ao acompanhamento da obra, é muito importante manter um fluxo de projeto no qual não haja perda de informações de uma etapa para a outra.

Também é importante que não seja necessário o redesenho dessas informações e questões já solucionadas. Isso dependerá crucialmente da integração entre as equipes de um escritório e das ferramentas utilizadas.

Softwares 

Desde os anos 80, ferramentas de representação novas surgem a uma taxa muito mais rápida do que a normatização ou legislação vigente poderão acompanhar. Por isso, olhos e ouvidos abertos a essas inovações lhe ajudarão a se manter competitivo.

Softwares gratuitos como o Dalux BIM Viewer, no qual se pode caminhar em realidade virtual em um modelo BIM de projeto executivo com todas as demais disciplinas integradas, tirar medidas, acessar especificações de cada objeto, a partir de qualquer smartphone ou tablet, são o exemplo disso.

Outro fator muitas vezes subestimado por arquitetos desde a sua formação acadêmica à hora de elaborar e precificar um contrato é a compatibilização de projetos complementares durante a confecção do projeto executivo.

Conhecimentos gerais e capacidade de revisão de outras disciplinas são indispensáveis na hora de discutir e negociar soluções com os colaboradores. Isso pode economizar tempo e etapas adicionais de retrabalho ao escritório. Além disso, leva a uma obra concisa e sem imprevistos.

Nos projetos de menor escala isso acontece também entre a equipe de projeto e fornecedores ou prestadores de serviço. É igualmente necessário objetivar, antes de qualquer reunião com terceiros, que resultado estético ou funcional se pretende com aquele produto/serviço, por mais que não se entenda completamente o potencial do mesmo.

Colocando essas práticas em observação, o resultado de um projeto executivo deverá ser mais do que suficiente: palpável, efetivo, exequível. O produto entregue poderá variar entre escritórios e até circunstancialmente em cada projeto.

Para um jovem profissional recomenda-se analisar minuciosamente a relação de material de entrega antes do início de cada caso, para que isso não gere imprevistos ou transtornos com o cliente, mas também manter uma mente aberta em como adequar essa relação a cada situação.

Agora que você já sabe tudo sobre projeto executivo de arquitetura, veja como cobrar por seus projetos.

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