pesquisa covid

Pesquisa: o impacto comercial da Covid-19 para Arquitetos e Designers de Interiores.

Construtech realizou o maior levantamento do mercado em 2020 e agora busca um estudo ainda mais completo. 

 

A pandemia provocada pelo coronavírus ainda não tem data para terminar, mas já deixa transformações marcantes no mercado da construção civil, principalmente com a valorização da casa e bem-estar.

Para descobrir os impactos e tendências neste cenário no mercado de arquitetura e design de interiores, a Archademy, maior construtech deste segmento, lança a segunda edição da pesquisa que foi considerada a maior com profissionais da área em 2020. Para responder o levantamento, basta acessar o link: https://bit.ly/PesquisaImpactoCOVID_Archademy21.

“Com 1 ano e meio em pandemia e mais dados em mãos, vamos poder fazer uma análise ainda mais completa sobre o real impacto comercial da COVID-19 para Arquitetos e Designers de Interiores. A pesquisa é, acima de tudo, uma ótima ferramenta para mapearmos as oportunidades e desafios para os escritórios. A informação é essencial para tomar melhores decisões.”, destaca Anna Rafaela, responsável pela área de Comunidade da Archademy.

Depois de responder a pesquisa, o profissional ganhará acesso gratuito ao E-book “Como construir um posicionamento único para arquitetos.”, desenvolvido pelo Diretor de Aceleração da Archademy, João Leão.

A pesquisa conta com o apoio dos Mantenedores Archademy, que investem no desenvolvimento do ecossistema como um todo. São eles: ABC da Construção, by Kamy, Camicado, Fibraplac, Granos, Suvinil, Arienzu, Birdie, City Design, Conecta Reforma, Galeria9, Hephaenergy, Nanoprice, OR Design, SAVEENERGY, Schüco, Tektura e Zissou.

Serviço: www.archademy.com.br
WhatsApp: +11 97269-5105

Conheça as principais áreas de atuação do arquiteto e escolha a certa

Foram 5 longos anos de muito estudo, dedicação, pesquisa e noites em claro. Finalmente, o tão sonhado diploma está nas suas mãos, e o sentimento que ele traz é um misto de alegria, orgulho e dúvida. Pois é, dúvida!

Se você também está incerto quanto aos caminhos a partir de agora, não se sinta sozinho, porque isso é mais comum do que se imagina em muitos arquitetos recém-formados. Isso porque o mercado é bastante amplo, sendo diversas as possibilidades de áreas de atuação do arquiteto.

É por isso que decidimos elaborar este artigo e mostrar as opções de carreira que você pode seguir, bem como as melhores tendências para o segmento! Confira!

Como está o mercado de arquitetura?

O mercado da arquitetura no Brasil tem se alterado bastante ao longo dos anos. Um dado interessante, por exemplo, é que há 30 anos, ele era predominantemente masculino. Hoje em dia, no entanto, de acordo com um estudo feito pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo, mais de 60% do mercado brasileiro é formado por mulheres na faixa dos profissionais em atividades até os 40 anos.

Outra informação interessante é sobre o aumento significativo no número de arquitetos e urbanistas que fizeram pós-graduação. Isso mostra que esses profissionais estão constantemente buscando por aprimoramento, estando aí o diferencial para o sucesso na carreira.

Quais são as principais áreas de atuação do arquiteto?

Finalmente, chegamos à parte mais esperada deste artigo. Veja abaixo quais as possibilidades profissionais do arquiteto e as tendências para os próximos anos!

Interiores

Interiores, por definição da IFI (International Federation of Interior Architects/Designers), é qualquer espaço de convívio humano, sendo a disciplina de interiores destinada a ajudar a humanidade em todas as suas funções e atividades.

Na Arquitetura ou Design de Interiores, o profissional realiza projetos e serviços para a construção de um espaço interno. Deste modo, tudo que afetará a habitação humana, incluindo materiais, acabamentos, requisitos elétricos, encanamento, iluminação, ventilação, ergonomia e uso inteligente do espaço.

Planejamento Urbano

Como o próprio nome já diz, o profissional dessa área realiza o planejamento de cidades, regiões e bairros, objetivando sempre oferecer à população qualidade de vida, conforto e bem-estar.

É importante ressaltar que esse segmento está diretamente relacionado a questões políticas, o que, sem dúvidas, traz uma enorme carga de responsabilidade.

O aumento constante da população fez com que surgissem novos problemas urbanos, motivo que faz o arquiteto urbanista ser tão requisitado nos últimos tempos.

Paisagismo

O arquiteto paisagista desenvolve espaços que promovem uma melhor interação entre o homem e o meio ambiente. Ele pode criar projetos tanto de paisagens urbanas quanto naturais, além de construção residenciais, comércios etc.

É esse arquiteto que analisa a topografia do espaço, trabalhando pela aprovação de todo o projeto pelos órgãos governamentais. Mas não é só com verde que esse profissional trabalha!

Ele também pode desenvolver projetos luminotécnicos, adequação de revestimento de piso externo, entre várias outras funções.

Restauração de edifícios

A nomenclatura é autoexplicativa: o profissional dessa área trabalha restaurando prédios e construções. Mas não é só isso! Ele também atua no reparo de obras de arte, objetos e documentos de valor histórico. Em suma, ele deve ser um apaixonado por história!

Além disso, o arquiteto restaurador também precisa dominar técnicas e conhecimentos que dizem respeito à temperatura, à umidade, às colorações e tinturas etc.

Acompanhamento e Administração de Obra

É esse profissional que fará o acompanhamento de todo o processo de uma obra, garantindo a segurança de todos os envolvidos e que tudo saia de acordo com o que foi estabelecido no projeto inicial.

Como você pôde ver, as áreas de atuação do arquiteto recém formado são bastante amplas, devendo esse profissional levar em consideração na hora da escolha, além de seu gosto pessoal, as tendências mais promissoras para o futuro. Além disso, é importante que ele invista cursos de especialização e networking.

Gostou do artigo? Ele ajudou você a ter uma melhor noção das duas possibilidades de atuação? Então siga o nosso perfil no Instagram e curta a nossa página no Facebook e fique por dentro dos melhores conteúdos e novidades sobre esse universo!

Como se comunicar bem? Confira 4 dicas essenciais

Não podemos negar: saber como se comunicar bem potencializa a sua carreira. Para quem trabalha no ramo de interiores uma boa comunicação é habilidade fundamental para ter destaque no mercado, bem como para conquistar novos clientes, fornecedores e prestadores de serviço que agregarão valor ao seu trabalho.

O fato é que muitas pessoas se sentem inseguras em estabelecer uma comunicação ativa com seus colegas e clientes, trazendo desafios constantes para sua vida profissional. Se esse é o seu caso, não se preocupe! Criamos este artigo com as melhores dicas para você desenvolver a sua comunicação. Acompanhe!

1. Pratique a empatia

Você sabia que é a empatia que traz a sintonia para a comunicação? Isso quer dizer que, ao estar próximo das pessoas e conhecer suas personalidades livre de julgamento, você aprende a lidar com elas de maneira ética e respeitosa, desenvolvendo as melhores formas de comunicação. Como consequência, você evita frases soltas e descontextualizadas, tornando seu discurso objetivo.

Por exemplo, quando você está apresentando uma nova proposta para seus clientes, entender a sua situação financeira, bem como a personalidade da família e seus gostos próprios, faz com que você consiga desenvolver um discurso voltado para sua realidade. Assim, é possível fortalecer a sua relação profissional e ter resultados cada vez melhores.

2. Saiba ouvir primeiro

Outro ponto fundamental para desenvolver uma excelente comunicação é saber ouvir. Parece simples, mas o exercício de deixar o interlocutor apresentar a sua ideia antes de você é uma estratégia eficiente para fortalecer a relação entre cliente e arquiteto. Afinal, ele compreende que seus pensamentos e opiniões são apreciadas e levadas em consideração.

Além disso, ao prestar atenção no que o outro está dizendo, você consegue estruturar uma argumentação poderosa para apresentar a sua ideia com base no que ele informou, ressignificando diversas falas e trazendo novos pontos de vista para a conversa. No âmbito profissional, isso gera ideias inovadoras de projeto, que aprimoram o seu trabalho e oferecem um serviço de melhor qualidade.

3. Tenha uma boa postura

Você sabia que a comunicação vai muito além do que é dito? Ainda que as palavras conduzam a mensagem que queremos apresentar, o nosso corpo diz muito sobre o que estamos informando ao cliente. É por isso que um simples desvio de olhar ou mudança de postura pode comprometer a interlocução.

Quando falamos em relações profissionais, sobretudo de venda de serviços, a linguagem corporal é um dos fatores determinantes de compra. Em outras palavras, existem clientes que evitam adquirir um determinado serviço em função do atendimento recebido, ainda que o vendedor tenha articulado muito bem as palavras.

Para evitar que isso aconteça, você pode — e deve! — treinar as suas falas na frente de um espelho, identificando os movimentos que você realiza com as mãos, o que desvia a sua atenção, o seu tom de voz e a capacidade de olhar nos olhos enquanto está passando alguma informação.

4. Seja claro e objetivo

Para finalizar, não poderíamos deixar de falar sobre a clareza e objetividade, já que esses dois elementos são responsáveis pelo sucesso da sua comunicação. Vamos pensar em um exemplo para facilitar? Imagine que você está tentando realizar uma parceria com um novo fornecedor, mas ele não consegue explicar suas formas de entrega de materiais.

Muito provavelmente você não contratará os seus serviços, certo? Afinal, se ele não consegue passar as informações de maneira clara para você, é possível que as entregas não ocorram da maneira esperada. Assim, da mesma maneira que você pode ter esse pensamento, os seus clientes também podem.

Por isso, a clareza e a objetividade são fatores imprescindíveis na sua fala, tendo em vista a capacidade que elas têm em auxiliar o cliente a compreender o que é o seu serviço e quais são suas formas de atuação.

Você percebe que saber como se comunicar bem não precisa ser um desafio? Praticando a empatia, aprendendo a ouvir, desenvolvendo uma boa postura e sendo claro e objetivo nas suas falas, com certeza, você conquistará mais clientes e potencializará a sua carreira!

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Como cobrar projeto de arquitetura? Saiba como precificar os serviços!

Uma das principais dúvidas de quem está entrando no mercado é: como cobrar projeto de arquitetura? A precificação de serviços precisa levar em conta uma série de fatores.

Ela não pode ser tão baixa a ponto de causar prejuízo ou inviabilizar o andamento das obras, mas também não deve ser alta e fora da realidade do mercado, reduzindo a competitividade da proposta.

Mas enfim, como calcular esse preço? Em primeiro lugar, você precisa saber que não existe uma receita pronta para isso. Porém, é possível seguir algumas diretrizes para estabelecer um preço justo e uma margem de lucro razoável. Quer saber como fazer isso? Então, não perca este post!

Pesquise e reúna informações

Para nos ajudar nesse assunto, buscamos um especialista. Conversamos com Daniel Motta, que atua na DOK — uma empresa especializada em serviços financeiros com foco exatamente em Arquitetura e Design de Interiores.

Segundo ele, a “precificação é o resultado de uma combinação de informações como o tipo de projeto a ser executado, mercado em que o arquiteto atua, forma de execução e gestão do projeto, além da estrutura e custos do escritório”.

Portanto, não é possível o profissional seguir uma cartilha. É preciso reunir todas essas informações para tomar uma decisão. Algumas delas são bem previsíveis, como a estrutura e custos do escritório. Outras vão variar a cada projeto.

Por isso, o arquiteto deve estudar o mercado à sua volta. Ele deve conhecer a média de preços praticada por seus concorrentes e também pelos prestadores de serviço que vai contratar para executar o projeto.

Uma boa noção dos custos diretos e indiretos e do tempo necessário para a realização das atividades também é essencial para não subestimar despesas ou criar um preço impraticável.

Ainda segundo Motta, é o conhecimento dessas informações que permite ao arquiteto calcular o preço de um projeto da forma mais rentável e justa possível.

“O cálculo da precificação é um método a ser implantado e não existe uma receita de bolo para isso, pois cada escritório e cada projeto têm suas particularidades. Uma consultoria especializada pode te ajudar no desenvolvimento e implantação dessa metodologia”, afirma o especialista.

Conheça os métodos e opções de como cobrar projeto de arquitetura

Quando falamos da precificação de serviços de arquitetura, três são métodos são os mais utilizados no mercado — a cobrança por metro quadrado, a porcentagem sobre o custo da obra e o recebimento por hora trabalhada. Entenda melhor cada um deles.

Cobrança por metro quadrado

Esse é um método muito adotado por alguns arquitetos, especialmente no início de carreira. Contudo, outros profissionais não o consideram uma boa opção. Ele é bastante comum quando o projeto é simples, como residências e prédios comerciais de pequeno porte. 

Entretanto, o custo do metro quadrado pode variar muito dependendo da região em que o arquiteto atua e do que é praticado pela concorrência. 

Uma forma mais segura e eficaz de fazer a determinação do preço médio de metro quadrado para cada tipo de projeto é analisar alguns trabalhos similares e o custo total deles para identificar uma média cobrada. Para isso, deve-se dividir o custo total do projeto (as despesas fixas e variáveis e o lucro) pela área total do mesmo. 

Caso não tenha acesso a esses valores e informações, você pode obtê-las por meio de benchmarking — comparando o que é praticado por outros nomes do mercado do mesmo segmento de atuação e posicionamento. Outra maneira é estimar o custo total de diferentes projetos e dividir pelas áreas, obtendo assim uma estimativa média. 

Percentual

Trata-se da metodologia mais usada internacionalmente. Ela estabelece um percentual sobre o custo estimado do projeto e pode levar em consideração o grau de dificuldade da obra. Por isso, ele também é variável, porém um pouco mais previsível.

Para se ter uma ideia, o percentual de cobrança para projetos de grande porte varia, em média, entre 2,5% e 4%. Já nos projetos de pequeno e médio porte, os índices ficam entre 7% e 12%.

Lembre-se também que para determinar esse percentual de forma mais competitiva e segura, você pode e deve realizar pesquisas de mercado para conhecer os preços praticados. Analise sempre se o percentual escolhido cobre os custos fixos e variáveis e o lucro desejado. Caso contrário, mesmo que seja o valor praticado pelo mercado, não será um projeto vantajoso, podendo proporcionar déficits financeiros.  

Hora trabalhada

No início da carreira, muitos desses cálculos se baseiam em estimativas. Você ainda não sabe, realmente, quantas horas vai precisar trabalhar até ver um projeto concluído. Por isso, é preciso avaliar sua experiência passo a passo.

Portanto, para alcançar essas informações, durante o andamento de cada projeto e ao seu final, registre tudo o que fez por aquele cliente. Use essas informações para avaliar se a sua hipótese de tempo e custos é maior ou menor do que a realidade e, se necessário, ajuste seu preço nos próximos projetos.

Contudo, independentemente de optar pela cobrança por hora trabalhada, é essencial que um profissional — principalmente quando autônomo ou um prestador de serviços — saiba o real valor da sua hora de trabalho. 

Além disso, esse conhecimento também permite avaliar se o valor de um projeto por metro quadrado ou por percentual será benéfico ao escritório ou não. Por isso, é uma das formas de cobrança mais seguras, pois esse valor é construído com base nos custos da empresa ou do profissional, além de seu tempo, expertise e qualificação. 

Para calcular o valor da hora, em primeiro lugar, é essencial determinar todos os gastos que você ou o escritório têm, detalhadamente e criteriosamente. Nessa etapa deve-se calcular tanto as despesas fixas quanto as variáveis. 

Além disso, deve-se acrescentar um determinado valor que seja dedicado ao crescimento da empresa, seja por meio de investimentos ou por meio de melhorias necessárias. Abaixo detalhamos e exemplificamos esses valores:

Custos fixos

São as despesas que não aumentam ou diminuem de acordo com variações na quantidade de produção, ou seja, caso você execute 1, 2 ou mais projetos:

  • aluguel e condomínio do escritório;
  • contas de água, luz, telefone e internet;
  • impostos;
  • pró-labore;
  • limpeza e conservação;
  • salário de funcionários;
  • seguros;
  • anuidade do Conselho de Arquitetura e Urbanismo — CAU.

Custos variáveis

São as despesas que são proporcionais à produtividade, ou seja, ao número de projetos executados, dependendo diretamente do volume de trabalho:

  • deslocamento ao local da obra;
  • insumos e materiais utilizados em cada obra;
  • mão de obra contratada;
  • impostos sobre serviços e materiais;
  • plotagens.

É importante ressaltar que se em algum momento você verificar que a somatória desses custos fixos e variáveis em diversos projetos não estiver competitiva, é essencial avaliar e orçar outras opções para encontrar qual o aspecto que precisa ser alterado. 

Pode ser que os custos fixos precisem ser reduzidos — talvez diminuindo o valor do aluguel, melhorando o plano de internet e telefone, entre outras medidas. Outra opção pode ser a necessidade de algumas alterações quanto aos custos variáveis — mão de obra mais produtiva, utilizar equipamentos e materiais que também auxiliem no aumento da produtividade, melhor preço de materiais e frete, entre outras. 

Além de definir todos os custos, você também deve estabelecer o percentual ou valor de lucro que cada projeto proporcionará. Para isso, é importante determinar o percentual ou valor de investimento na empresa e também o retorno para você. 

Portanto, para calcular as horas, você vai estimar as atividades que serão feitas e a somatória de todos esses custos, dividindo pelo total de tempo trabalhado. Dessa forma, obterá um valor justo e competitivo. 

Outros métodos de cobrança

Selecionamos e explicamos as práticas de cobrança mais frequentes no mercado, contudo, existem outras opções. Em geral, arquitetos utilizam também a tabela de honorários ou Manual Oficial do IAB e percentuais do Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB).

É importante que você se informe sobre as vantagens e desvantagens de cada método para fazer uma escolha consciente e não arcar com custos indevidos, garantindo, assim, a sustentabilidade de seu escritório ou carreira.

Siga um processo para a precificação

Para não se esquecer de nenhum detalhe, siga um passo a passo que o ajudará a definir seus preços de forma justa. Veja!

1. Faça um levantamento dos custos

Tenha uma planilha com tudo o que você e seu escritório gastam para trabalhar com o cliente. Determine um custo fixo por hora e acrescente outras despesas personalizadas, como multidesenhos, levantamentos topográficos, fotos aéreas, vídeos etc.

Você não pode se esquecer de incluir os profissionais que serão contratados para realizar sua obra. Insira-os na tabela, faça a previsão com uma certa margem de erro e procure cercar-se de pessoas comprometidas, evitando a extensão desnecessária desses honorários.

2. Mantenha o gerenciamento dos serviços

Garanta que os serviços executados sejam exatamente aqueles que foram vendidos ao cliente. Tenha processos claros e bem definidos para otimizar os recursos e o tempo dos profissionais envolvidos.

Quando o arquiteto ou escritório acrescentam etapas ou itens que não estavam previstos, ele precisa arcar com essas despesas. Isso deve ser evitado para não reduzir a lucratividade.

3. Defina o conceito do negócio

A arquitetura abre um mundo de possibilidades e áreas de atuação. O problema é que alguns profissionais, com a intenção de ampliar suas oportunidades, não definem um foco e acabam se propondo a prestar “serviços gerais em arquitetura”. Além da falta de especialização, uma das desvantagens dessa postura é que os diferentes serviços implicam em margens de lucro distintas.

O foco facilita sua precificação porque cria uma previsibilidade quanto a fornecedores e materiais. É mais fácil calcular custos e a rentabilidade é conhecida, simplificando o orçamento. O valor correto deve ser passado na proposta de preço. O que tiver de ser incluído depois será pago pelo próprio escritório.

4. Diferencie projeto e acompanhamento

O arquiteto não cobra apenas pelo projeto. Existe todo um trabalho de acompanhamento da obra e gerenciamento de serviços e execução que precisa ser precificado. Quando a metodologia usada é baseada no percentual, o gerenciamento costuma ser estimado entre 3% a 4% do custo da obra. A execução envolve de 10% a 15% desse valor.

Também existe a opção de cobrar pela hora técnica. Nesse caso, valem as recomendações: observar o mercado em que você está inserido e praticar valores mais ou menos equivalentes.

5. Estipule prazos para o recebimento

Outro ponto que o arquiteto precisa prestar atenção é quanto ao recebimento. O ideal é estipular porcentagens que serão pagas ao final de cada etapa. Uma sugestão é cobrar 30% pelo estudo preliminar, 20% pelo anteprojeto e os outros 50% no projeto executivo.

6. Consulte especialistas

Para finalizar, vamos mais uma vez contar com a expertise de Daniel Motta. O contador afirma que cada projeto tem suas particularidades. Por isso, é importante analisar caso a caso.

Para o profissional que está entrando no mercado, uma excelente opção é buscar uma consultoria especializada. Quando o arquiteto recorre a quem já tem experiência no segmento, ele pode obter apoio e uma visão mais ampla para o desenvolvimento e implantação de uma metodologia de precificação justa e eficaz.

Entendeu os aspectos que um profissional precisa levar em conta para definir como cobrar projeto de arquitetura? Quer receber outras dicas para impulsionar sua carreira e construir uma trajetória do sucesso? Então, curta nossa página no Facebook e acompanhe nossas publicações!

Discurso de vendas: 4 técnicas que podem ajudar um profissional de arquitetura

Muito mais do que talento, profissionalismo e criatividade, o sucesso de um escritório de Arquitetura depende de algo fundamental a empresas de qualquer área, que é vender o seu produto — nesse caso, o projeto arquitetônico.

Na faculdade de Arquitetura, aprendemos muitas habilidades que permitem que nos tornemos bons profissionais, mas construir um bom discurso de vendas é uma aptidão que conquistamos, muitas vezes, com a prática e o know-how da profissão.

É ao fechar a venda do projeto (ou de outros serviços) que o profissional tem a chance de mostrar todo o seu potencial e botar em prática a experiência adquirida ao longo dos anos de profissão.

Como você vende o seu trabalho? É sobre isso que vamos falar neste post. Continue a leitura e saiba como desenvolver as suas técnicas de vendas!

1. Entender o cliente

A venda que conhecemos como tradicional é aquela em que uma empresa ou negócio oferece uma série de produtos e o cliente compra um deles, caso lhe interesse. Mas também existe outro caminho, mais personalizado, que atende às necessidades dos clientes, caso a caso.

Essa estratégia se chama “venda consultiva”. Nela, o profissional realiza um diagnóstico do cliente levando em conta todo o contexto da situação. Nesse caso, o vendedor atua como um consultor, que escuta o cliente, entende as suas necessidades e, junto a ele, desenvolve uma solução única para aqueles problemas.

A venda consultiva tem muito a ver com o trabalho de Arquitetura. Afinal, você não tem apenas um layout de cozinha à disposição para todos os clientes, não é mesmo? O processo de escuta e empatia é fundamental para que o arquiteto possa realizar um bom trabalho e oferecer um projeto que realmente faça sentido para aquela pessoa e corresponda às suas expectativas.

2. Contar com um bom portfólio

Em um bom discurso de vendas é importante incluir um pouquinho da sua experiência. O cliente precisa saber quem é você, de onde você vem e quais são as suas habilidades. Nesse quesito, um bom portfólio funciona como um cartão de visitas: ele vai apresentar você e o seu trabalho para os clientes em potencial.

Esse portfólio deve ser completo, mostrar exemplos de trabalhos antigos e um pouco do seu currículo, mas também deve ser bem desenhado, com um design atrativo e envolvente, principalmente com trabalhos no mesmo perfil do cliente.

3. Pensar no design da apresentação

O design também é importante na hora de apresentar o projeto. Principalmente quando se trabalha com um produto que também é baseado na beleza, o cliente precisa ter meios de visualizar como aquele projeto ficará quando pronto.

Para isso, é interessante investir em tecnologia e softwares de desenho 3D. O fator “uau” é muito relevante no discurso de vendas de um trabalho arquitetônico!

4. Estudar os seus clientes previamente

No começo deste texto mostramos a venda consultiva e a importância de oferecer um produto personalizado. Para isso, o arquiteto deve não apenas ouvir o cliente, mas também estudá-lo previamente. Quando você chega em uma reunião e mostra que já conhece o seu cliente, você está mostrando que se importa com ele. Isso, definitivamente, ajuda a fechar a venda.

O discurso de vendas é algo que aprendemos no dia a dia, mas dicas como essas nos ajudam a desenvolver algumas técnicas mais apuradas. Em todos esses passos, a empatia é uma característica muito importante, pois vai lhe ajudar a desenvolver e oferecer a melhor solução.

Coloque em prática as dicas que apresentamos aqui e compartilhe o texto nas redes sociais. Não deixe de contar como foi a sua experiência!